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📖 A Esposa do Chefão do Tráfico

O Ataque Surpresa

629 words

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O som dos tiros rasgou o silêncio da manhã como um trovão seco. Isabela saltou da cama, o coração disparado, os gritos dos funcionários ecoando pelos fundos da fazenda. Ela vestiu o casaco às pressas, os pés descalços no chão frio, e correu para a janela. Lá fora, vultos armados avançavam entre as árvores, disparando contra o paiol. 'Marcos!', sussurrou, o nome saindo como uma maldição. Ela sabia que ele viria, mas não tão cedo. A avó, Dona Eulália, apareceu na porta, o rosto pálido. 'Isabela, o que está acontecendo?' 'Ele veio, vó. Mas não vai nos pegar de surpresa.' Isabela respirou fundo, lembrando-se das palavras de Lucas: 'Estamos juntos nessa.' Ela não estava sozinha. Com determinação, ela começou a agir. Isabela correu para a cozinha, onde os funcionários se amontoavam, apavorados. 'Escutem!', gritou, impondo autoridade. 'Abram os estábulos, soltem os cavalos! Vamos criar confusão. Depois, sigam para a casa-grande e se escondam no porão.' Os homens hesitaram, mas a viram como a patroa agora. Ela mesma pegou uma espingarda antiga do armário, carregando-a com mãos trêmulas. Lá fora, os invasores avançavam, atirando nos galpões. Isabela posicionou-se atrás de uma pilha de sacos de café, mirando os atacantes. Ela conhecia cada canto da fazenda, cada trilha. Quando os cavalos foram soltos, o caos se instalou: os animais correram em disparada, derrubando dois homens e confundindo os outros. Isabela aproveitou para atirar, acertando um deles na perna. Mas os atacantes eram muitos e bem armados. Uma rajada de metralhadora varreu o paiol, incendiando-o. O fogo se espalhou rápido. 'Recuem!', gritou ela, vendo que a resistência era inútil. Ela correu para a casa-grande, os tiros assobiando ao redor. No caminho, viu Seu Antônio, o capataz, caído, com sangue no ombro. 'Me ajuda!', ele implorou. Isabela o arrastou para dentro, fechando a porta pesada. Lá dentro, os funcionários estavam a salvo, mas o medo era palpável. 'Vão para o porão', ordenou. Ela subiu as escadas, indo para o quarto da avó, onde Dona Eulália rezava. 'Fique aqui, vó. Eu vou segurá-los.' Isabela sabia que não podia vencer sozinha, mas não ia se render sem lutar. De repente, o som de motores e tiros vindos da estrada fez Isabela prender a respiração. Ela olhou pela janela e viu uma caminhonete preta se aproximando, seguida de outras. Do veículo, desceu Lucas, com uma pistola na mão, o rosto tenso. Atrás dele, homens armados em coletes à prova de balas. 'É a polícia!', gritou alguém. Os atacantes de Marcos, vendo a chegada de reforços, começaram a recuar. Isabela correu para a porta, abrindo-a no momento em que Lucas subia os degraus. Ele estava ferido: o ombro direito ensanguentado, o braço pendente. 'Lucas!', ela exclamou, o coração apertado. Ele sorriu fraco, apoiando-se nela. 'Você está bem?', perguntou, a voz rouca. 'Eu... eu fico bem agora que você está aqui', respondeu ela, sentindo uma onda de alívio e preocupação. Ela o ajudou a entrar, sentando-o numa cadeira. Enquanto os policiais faziam a varredura, Isabela improvisou um curativo com um lençol limpo. 'Você é um idiota, Lucas. Se arriscou por mim.' 'Você pediu para eu estar ao seu lado', ele disse, os olhos brilhando. 'Não ia deixar você na mão.' Ela sentiu um calor no peito, uma conexão mais profunda. Mas o perigo não tinha passado. O paiol ainda queimava, e o ataque tinha deixado marcas. Isabela olhou para Lucas, decidida. 'Isso não vai ficar assim. Marcos vai pagar por tudo.' Lucas estava ferido, mas vivo. Isabela sabia que a trégua era temporária. Marcos não desistiria tão fácil. Ela precisava de um plano, e precisava de Lucas ao seu lado. Mas primeiro, precisava cuidar dele. Lucas chega de surpresa com reforços da cidade, mas está ferido no ombro.
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