Home Latest Popular Genres Analysis About
📚 My Bookshelf ⏳ Reading History Log In Sign Up
📖 A Esposa do Chefão do Tráfico

O Estranho no Porto

522 words

← Previous Chapter📑 ContentsNext Chapter →
O barco avariado deslizou até o ancoradouro de madeira, rangendo contra as estacas. Isabela segurou o braço enfaixado, o coração acelerado. Um homem moreno, de camisa surrada e chapéu de palha, observava-os de braços cruzados. Era Tião, conhecido por abrigar quem precisava. Lucas pulou na passarela e estendeu a mão para ajudá-la. Ela hesitou, mas aceitou. Tião não demonstrou surpresa. "Vocês têm problemas", afirmou, olhando para o barco danificado. Isabela respirou fundo. "Precisamos de um lugar para ficar." Tião coçou a barba. "Isso tem preço." Isabela sabia que precisava negociar. Ela olhou nos olhos de Tião e disse: "Tenho informações sobre uma rota de tráfico que passa pelo rio Negro. Marcos usa para transportar cocaína até a Colômbia." Tião ergueu uma sobrancelha. "E como sabe disso?" "Eu era a esposa dele. Ouvi conversas, vi mapas." Tião riu, sem humor. "Isso é perigoso. Marcos já ofereceu recompensa por você. A notícia se espalhou. Todos na comunidade sabem." Isabela sentiu um frio na espinha. "Quanto?" "Cem mil reais. Vivos ou mortos." Lucas interveio, colocando-se à frente dela. "Ela tem uma gravação que incrimina Marcos. Se ele cair, todos ficam mais seguros." Tião olhou para Isabela, avaliando. "Isso é verdade?" Ela assentiu, tirando o celular do bolso. "Tenho a prova. Mas preciso de um lugar para pensar no próximo passo." Tião ficou em silêncio por um longo momento. Finalmente, acenou. "Podem ficar na minha palafita. Mas não garanto segurança por muito tempo. Marcos tem olhos em toda parte." Ele os conduziu para dentro, uma estrutura simples sobre palafitas, com redes e um fogão a lenha. Isabela se sentou, exausta. Lucas ficou perto da porta, observando o rio. "Obrigada", disse ela. Tião acenou. "Não me agradeça ainda. Se ele descobrir que os ajudei, estou morto." Dentro da palafita, o cheiro de peixe seco e fumaça preenchia o ar. Isabela se sentou em um banco de madeira, enquanto Lucas examinava o ambiente. "Você confia nele?", perguntou ela. Lucas deu de ombros. "Ele nos abrigou. Mas não temos muitas opções." Isabela olhou para o chão. "Eu não queria te envolver nisso." Lucas se aproximou, a voz baixa. "Você não me envolveu. Eu escolhi estar aqui. Minha irmã também foi vítima de Marcos. Eu quero justiça." Isabela sentiu um aperto no peito. "Eu sei o que é perder alguém." Eles ficaram em silêncio por um instante, o rio murmurando ao fundo. "O que vamos fazer agora?", perguntou ela. Lucas olhou para o rádio antigo em cima de uma mesa. "Podemos usar isso para contatar alguém na cidade. Um aliado." Isabela ergueu a sobrancelha. "Quem?" "Um amigo do meu pai. Ele pode nos ajudar a encontrar um lugar seguro." Isabela hesitou, mas assentiu. "Se você confia nele, eu confio." Lucas pegou o rádio e começou a ajustar a frequência. Isabela observou, sentindo uma centelha de esperança. Pela primeira vez, ela não estava sozinha. Lucas ajustou o rádio, procurando um sinal. Isabela observava, o coração batendo forte. Se conseguissem contato, poderiam ter uma chance. Mas o silêncio do rádio era desconfortável. Lucas descobre que Tião tem um rádio e sugere usá-lo para contatar um aliado na cidade.
← Previous Chapter📑 ContentsNext Chapter →
🐦 Twitter 💬 Facebook

💬 Reader Comments

Comments are coming soon. Join the discussion about A Esposa do Chefão do Tráfico!