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📖 A Esposa do Chefão do Tráfico

O Plano Fatal

560 words

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A mansão de Marcos Almeida, na zona leste de Manaus, era um oásis de luxo em meio ao caos da cidade. Isabela Oliveira, de vestido de seda azul, ainda tremia com a discussão que tivera com o marido sobre as terras de seu pai. Ele queria vender tudo, ela se recusava. Agora, escondida atrás da porta do escritório, ouvia a voz fria de Marcos ao telefone. 'Ela está ficando um problema, entende? A herança é minha, mas ela não assina a venda. Preciso que o acidente pareça natural, um deslize na escada, um afogamento no rio...' Isabela levou a mão à boca para conter o grito. Seu coração disparou. Ela sabia que o casamento era um contrato, mas nunca imaginou que ele planejasse matá-la. Com as mãos trêmulas, Isabela pegou o celular no bolso do vestido e começou a gravar a conversa. A voz de Marcos continuava: 'Contrate alguém de confiança. Não quero rastro. Depois, eu cuido das terras.' Isabela sentiu o estômago embrulhar. Ela precisava sair dali, mas o chão de mármore rangeu sob seu peso. Marcos parou de falar. 'Tem alguém aí?' Ele desligou o telefone e caminhou até a porta. Isabela recuou, mas já era tarde. Marcos abriu a porta e a viu, o celular ainda na mão. 'Isabela... o que você está fazendo?' A voz dele era calma, mas os olhos escuros brilhavam com uma fúria contida. Ela tentou correr, mas ele foi mais rápido, agarrando seu braço com força. 'Me dá esse celular.' Ele exigiu. Isabela lutou, mas Marcos era mais forte. Ele a empurrou contra a parede, fazendo-a bater a cabeça. 'Você ouviu demais, minha querida.' Ele chamou os capangas, que surgiram na porta. 'Peguem ela. Levem para o porão.' Isabela sabia que se fosse capturada, estaria morta. Com um movimento rápido, ela se soltou e correu para o banheiro do escritório, trancando a porta. Enquanto os capangas batiam na porta, ela abriu a janela e pulou para o jardim, arranhando o braço na cerca de arame farpado. A dor era intensa, mas ela não podia parar. Ela correu em direção ao portão dos fundos, esperando encontrar uma saída. Isabela percebeu, naquele momento, que o casamento com Marcos nunca passou de uma farsa. Ele nunca a amou, apenas queria o controle das terras de seu pai. A lembrança do pai, que morrera em um acidente suspeito, agora fazia sentido. Marcos estava por trás de tudo. Ela sentiu uma dor aguda no braço, mas a raiva era maior. Ela não podia morrer ali, não antes de descobrir a verdade e fazer justiça. Enquanto corria pelo jardim, ela pensou em Lucas Mendes, o advogado que a procurara dias antes, oferecendo ajuda. Ele parecia saber mais do que dizia. Talvez fosse sua única chance. Ela alcançou o portão, mas ele estava trancado. Ela olhou para trás e viu os capangas se aproximando. Um deles ergueu uma arma. 'Pare, ou atiro!' gritou. Isabela se jogou no chão, tentando se esconder atrás de um arbusto. Seu coração batia tão forte que ela mal conseguia respirar. Ela precisava pensar em uma saída. O capanga apontou a arma para Isabela, que estava imóvel atrás do arbusto. Ela ouviu o som de passos se aproximando. O homem gritou: 'Eu vi ela! Está ali!' Isabela fechou os olhos, esperando o pior. Um capanga a avista e dispara um tiro de advertência.
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