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📖 Depois do Divórcio, Ela Brilhou

A Bênção do Pai

639 words

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A manhã no hospital era fria e cinzenta, refletindo o estado de espírito de Isabela. Ela estava sentada ao lado do leito da mãe, que dormia tranquilamente após a crise de hipertensão. O coração apertado, Isabela não conseguia evitar a culpa que sentia. Se não tivesse confrontado Marcos, se tivesse sido mais paciente, talvez sua mãe não estivesse ali. Mas, ao mesmo tempo, uma parte dela sabia que não podia continuar vivendo uma mentira. O pai, Seu Antônio, entrou na enfermaria com dois copos de café. Ele se sentou ao lado dela e, sem dizer nada, entregou-lhe um. Isabela tomou um gole, sentindo o amargor na língua. "Pai, eu não queria que isso acontecesse com a mãe", ela disse, a voz embargada. Seu Antônio suspirou, olhando para a esposa. "Filha, sua mãe sempre foi frágil. Mas isso não é culpa sua. Você fez o que era certo." Isabela sabia que ele estava certo, mas a culpa ainda a corroía. Ela precisava de algo mais, algo que a libertasse daquele peso. Isabela levantou-se e caminhou até a capela do hospital, um pequeno espaço silencioso com bancos de madeira e um crucifixo na parede. Ela se ajoelhou, fechando os olhos. "Senhor, eu não sei se estou fazendo a coisa certa. Mas eu preciso seguir em frente. Preciso da Tua bênção." Ela ficou ali por alguns minutos, até que ouviu passos atrás dela. Era seu pai, que se ajoelhou ao seu lado. "Filha, eu sempre te apoiei. E agora, mais do que nunca, quero que você saiba: você tem a minha bênção para seguir com o divórcio e com a confeitaria. Você merece ser feliz." Isabela sentiu uma onda de alívio e gratidão. Ela abraçou o pai, sentindo as lágrimas quentes escorrerem pelo rosto. "Obrigada, pai. Isso significa muito para mim." Mas a paz durou pouco. Quando voltaram para a enfermaria, uma enfermeira entregou a Isabela um envelope. "Isso chegou para você, Dona Isabela." Ela abriu, confusa. Era uma notificação judicial. Marcos havia entrado com uma ação de difamação contra ela, alegando que ela estava espalhando mentiras sobre ele. Isabela leu, sentindo o sangue ferver. "Ele não vai parar nunca, vai?" Ela olhou para o pai, que lia o documento por cima do ombro dela. "Isso é ridículo. Ele está tentando te intimidar." Isabela sabia que ele estava certo, mas a ameaça era real. Ela precisava de um advogado, e rápido. Enquanto Isabela guardava a notificação, Rafael apareceu na porta da enfermaria. Ele estava com um buquê de flores e uma expressão preocupada. "Isabela, eu soube da sua mãe. Como ela está?" Isabela sorriu, tocada pela preocupação dele. "Ela está estável, graças a Deus." Rafael entregou as flores e olhou para ela com atenção. "Eu vim porque queria te oferecer um empréstimo pessoal para a reforma da confeitaria. Sei que você está com dificuldades financeiras." Isabela sentiu um aperto no peito. Ela queria muito aceitar, mas sabia que precisava ser independente. "Rafael, eu agradeço de coração. Mas eu não posso aceitar. Preciso fazer isso sozinha." Rafael a olhou com respeito. "Eu entendo. E admiro sua força. Mas se você mudar de ideia, estarei aqui." Ele apertou a mão dela, um gesto simples que transmitiu mais apoio do que palavras. Isabela sentiu uma conexão mais profunda com ele, mas também uma determinação renovada. Ela não ia deixar Marcos vencer. Ela ia provar que era capaz. Rafael se despediu, prometendo visitá-la em breve. Isabela ficou sozinha na enfermaria, segurando a notificação da ação de difamação. Ela olhou para o papel, sentindo a raiva e a frustração aumentarem. Mas, ao mesmo tempo, a bênção do pai ecoava em sua mente. Ela não estava sozinha. Rafael aperta a mão de Isabela e diz que estará lá se ela mudar de ideia. Isabela fica sozinha, segurando a notificação da ação, com lágrimas de frustração.
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