📖 O Dia em que Descobri que Era Herdeira
O Testamento no Fundo do Armário
Isabela segurava o envelope amarelado, o coração acelerado. As palavras da avó ecoavam em sua mente: 'Você é mais forte do que imagina.' Ela olhou para a carta, hesitante, mas sabia que precisava abrir. Com dedos trêmulos, rasgou o selo. Dentro, encontrou uma cópia de um testamento, datado de anos atrás, e um bilhete manuscrito de Dona Helena.
O bilhete dizia: 'Minha querida neta, se você está lendo isto, é porque algo aconteceu. Procure o Dr. Almeida, no escritório Almeida & Associados. Ele tem instruções para você.
Confie nele.' Isabela leu o testamento, incrédula. Sua avó, a fundadora da Souza Agronegócios, a nomeava herdeira universal. Ela sempre soube que a avó tinha um passado, mas nunca imaginou que fosse dona de um império. A carta era a chave para um novo mundo, mas também para um perigo imenso.
Ela precisava de respostas. Isabela olhou para o relógio: 2 da manhã. Ela precisava ligar para o Dr. Almeida imediatamente.
Pegou o celular, mas antes de discar, ouviu a chave na porta. Lucas entrou, com um sorriso bêbado no rosto. 'Amor, você está acordada? Pensei que estivesse dormindo.' Isabela escondeu a carta atrás das costas, tentando parecer natural.
'Não conseguia dormir.' Lucas se aproximou, notando sua expressão. 'O que é isso?' Ele estendeu a mão. Isabela hesitou, mas ele arrancou o envelope de suas mãos. 'O que é isso?
Um testamento? De quem?' Ele leu, e seu rosto mudou. 'Isso é uma piada? Sua avó era dona de uma fazenda?
Isso não pode ser verdade.' Isabela tentou explicar, mas Lucas a interrompeu. 'Você está inventando isso para me deixar com ciúmes? Isso é ridículo.' Ele jogou a carta no chão e pegou o celular dela. 'Você não vai ligar para ninguém agora.
Precisamos conversar.' Ele a empurrou para o quarto e fechou a porta, trancando-a por fora. Isabela ficou em choque, ouvindo os passos dele se afastando. Ela estava presa, sem celular, sem saber o que fazer. Mas então, lembrou-se do telefone fixo na sala.
Ela precisava de um plano. Isabela olhou ao redor do quarto. A janela estava aberta, mas era alto demais para pular. O telefone fixo estava na sala, do outro lado da porta trancada.
Ela respirou fundo, tentando pensar. De repente, teve uma ideia. Ela foi até o banheiro, que tinha uma porta que dava para o corredor. Ela trancou a porta do banheiro por dentro e, com cuidado, abriu a porta que dava para o corredor.
O corredor estava vazio. Ela deslizou até a sala, onde o telefone fixo estava em uma mesinha. Com o coração batendo forte, ela discou o número do escritório do Dr. Almeida, que estava no bilhete.
Uma secretária eletrônica atendeu. Isabela deixou um recado, pedindo uma reunião urgente, e desligou. Ela voltou para o banheiro, sentindo uma mistura de medo e esperança. Ela tinha dado o primeiro passo.
Mas, ao passar pela porta do quarto, ouviu a voz de Lucas ao telefone. Ele estava falando com alguém, e sua voz estava tensa. 'Ela não pode descobrir a verdade. Precisamos resolver isso antes que seja tarde demais.' Isabela congelou.
O que ele queria dizer com 'a verdade'? Isabela prendeu a respiração, encostada na porta do banheiro. A voz de Lucas continuava, baixa e urgente. Ela sabia que precisava descobrir o que ele estava tramando, mas, por enquanto, tinha que esperar.
A reunião com o advogado era sua única esperança. Ela ouve Lucas falando ao telefone com alguém, dizendo que 'ela não pode descobrir a verdade'.






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